Carta às minhas Marias e a todas as mães

Há dias que páro, olho e respiro. Penso que talvez esteja a trabalhar demais. Há dias em que páro, olho, respiro e vejo-vos mais crescidas e pesa-me a consciência: ui, eu não vi como aconteceu estas meias já não servirem. Será que percebi que esta mexa de cabelo tinha crescido assim tanto? Como é possível a Margarida já se levantar, prestei atenção?
Depois… volto a parar, a olhar (para mim) e a respirar fundo: sim, tu viste, sim tu reparaste, descontrai um pouco, tu és boa mãe.

Preciso de repetir isto com alguma frequência.

E, hoje, resolvi partilhar este pensamento convosco, principalmente com as mães, que trabalham arduamente, que mesmo cansadas, exaustas chegam a casa, fazem o jantar, arrumam a casa, passam a ferro, dão banho aos filhos, fazem os trabalhos de casa com eles e que mesmo assim, têm tempo para lhes dar colo, abraçá-los, beijá-los e repetir diariamente, baixinho ao ouvido: “Amo-te, infinito-te, eternizo-te, desde lá embaixo até mais além…”

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